quinta-feira, 15 de julho de 2010

Vacaciones!

Por poucos dias usarei este blog como um diário, não porque estou precisando contar os milhares de eventos interessantes de minha vida, mas porque estou de férias, viajando. Contarei as minhas férias de acordo com o que minha irmã permitir, pois ela costuma monopolizar o computador para conversar com o namorado.
A viagem começou ontem, quando saímos de casa e nos dirigimos até Londrina, a cidade na qual embarcaríamos. Paramos para almoçar no shopping em Maringá e ali passamos longas e cansativas horas.
Fomos dormir tarde, pois o computador ligado faz todo o sono ir embora.
Acordamos as 4 horas da manhã, mas increvelmente não estava cansada. Isso mudou assim que embarquei com destino a Curitiba, tentei dormir, mas não encontrei a posição correta (odeio as poltronas apertadas da Gol). Morri de frio em Curitiba. Mas o resto da viagem foi bom, consegui, finalmente, dormir.
Chegamos em Recife já de tarde. Apesar de cansar muito, adoro viajar de avião, fazer muitas conexões e me sentir chique por frequentar aeroportos, mesmo que seja somente na área de voos domésticos.
Não consegui entender Recife ainda, pois só passamos nas áreas próximas do aeroporto, que devo dizer, me desagradaram, tudo o que percebi foi a enorme diferença entre o nosso sul querido e este nordeste, cheio de pobreza, cheio de pessoas felizes.
Viemos direto à Porto de Galinhas.
Talvez meus olhos estivessem muito cansados para enxergar a famosa beleza do lugar.
Com dificuldade, encontramos o hotel reservado, não é ruim, contudo sei que poderíamos estar em algo melhor, de frente para o mar, isso fez todos estressados, exceto meu pai que insistiu imensamente por esse lugar.
Saímos caminhar na praia, tudo deveria parecer perfeito, o sol estava para se pôr sobre o mar azul. Poderia ser uma daquelas felizes cenas de final de filme, em que os personagens correm na praia, vestindo roupas e com os calçados nas mãos, se divertindo imensamente, uma música alegre soa, na minha versão da cena essa deveria ser "Wouldn't it be nice". Mas não foi tão perfeito assim. Caminhamos devagar, sorrimos, observamos os lugares nos quais poderíamos estar, todos os hotéis meus conhecidos virtuais.
Tomamos uma água de coco, na vila. De acordo com meu pai, o lugar é rústico, mas não fui capaz de ver essa beleza. São somente lojas comuns de praia, com pessoas simpáticas ofencendo-nos passeios.
Já era tarde, (ou não, mas aqui anoitece muito cedo), e voltávamos pela praia, de repende foi-se o dia e a escuridão instalou-se. Escutamos tantas coisas ruins que ocorrem nas escuridões desertas, que confesso ter sentido um pouco de medo.
Jantamos na vila. Sou uma pessoa extremamente sensível, ou talvez não seja essa exatamente a palavra, mas tenho muito dó das pessoas, e aqui esses míseros sofredores são muitos. Um garoto, deveria ter seus 6 anos, passou e ofereceu-se para mostrar seu trabalho. Não sei o que ele fazia, mas nenhum trabalho deve ser realizado por uma criança como aquela.
Talvez pelas tantas cenas que vi hoje, talvez pelo cansaço, ou talvez não se explique, ver aquele garoto me trouxe um nó na garganta. Enfim, poderia discorrer sobre como por um breve momento tive o instinto de ajudá-lo e no seguinte, uma imensa vontade de chorar, mas já disse muito sobre hoje.
Espero acordar amanhã com outros olhos, abertos as belas paisagens, abertos as simpáticas pessoas, abertos o suficiente para perceber a sorte que tenho em estar aqui.


ps: provavelmente desistirei de escrever até o final da viagem, pois me sinto mal em atrapalhar as alegres conversas de minha irmã e ela saber que estou escrevendo.

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