Ando, como todos: desapontada e desapontando. A dúvida do qual me faz mais mal já não permeia meus pensamentos, desapontando; e como me entristece!
Queria imergir-me nesse universo paralelo, só, fora de mim mesma, mente e defeitos. Sem meus erros, com os quais não aprendo tanto quanto sofro.
Senhor! (Ah, como gostaria de utilizar essa interjeição fora de meus pensamentos; é tão leve, como tudo deveria ser) Sou perfeccionista demais, certa demais, neurótica demais, (não digo metódica demais pela minha tamanha desorganização, mas meus pensamentos são catalogados e guardados onde não se pode encontrar – a fuga de alguns me molesta imensamente). Tão politicamente correta! Uma imagem e tanto! – e meus secretos devaneios.
Estou a ver estrelas, estou a ser estrela. Tão longe, tão perto. Todo brilho ofuscado pelas luzes da cidade. Só se pode ver estrelas no campo, onde não há gente para escondê-las, tampouco, infelizmente, para admirá-las.
Tão dúbia assim como sou. Feliz, infeliz. Passa tempo, não passa tempo. Sorrisos e prantos. Tão confiante, tão insegura.
Cada parágrafo, uma idéia. Cada idéia, um sentimento. Cada sentimento, a incompreensão. Toda incompreensão, angústia. Alguma angústia, algum texto. Todo, cada, algum texto...nada, não leva a lugar nenhum. A gente somos inútil. “Tudo o que sei é que nada sei”, sábio mesmo foi Sócrates.