2012 foi, de longe, o pior ano de minha vida. Incontáveis
vezes desanimei, chorei sozinha em minha cama e inúmeros são os textos
escondidos sobre lutas e tristezas que eu buscava não demonstrar. Cada dia era
um novo desafio, tanto na minha vida como estudante, vestibulanda, quanto
pessoalmente. Foram muitas etapas e crises familiares, coisas que eu não tinha
a menor idéia que ainda veria – como o choro de meu pai ou amizades com
enfermeiras de hospitais - eram episódios freqüentes. Esqueci de mim, vivi pelos objetivos e problemas
ao meu redor, mas isso não é ruim. Ruim seria se 2012 não tivesse o desfecho
que teve. Pais de volta em casa, saúde daqueles que amo em perfeito estado
(embora permaneçam meias de compressão e fraldas aqui em casa) e conquistas pessoais
vindas do esforço não só de estudar, mas de manter o foco de minha mente nisso
quando ela buscava – e tinha – vários motivos para fugir. Na última prova que
fiz, ao contrário de todas as outras, para me acalmar, o que visualizei não foi
o ano futuro, os sonhos que tomaram muitos minutos antes de dormir diariamente,
mas tudo o que eu fiz por isso: todos os meus livros resolvidos, as muitas
horas que passei sobre eles, as vezes que abdiquei daquilo que gostava e de
estar com minha família quando eles mais precisavam para estudar. Assim, veio a
recompensa: passei em direito em duas universidades públicas (UEM e UFSC ) –
por enquanto -, além de medicina em uma
particular (o que foi unicamente pelo mérito), e posso dizer, senti o gostinho
de vitória.
2012 foi um ano que eu deveria apagar da história. Contudo,
se assim fizesse, deixaria todo o aprendizado e o crescimento adquirido em
todas essas lutas ir-se. Então, a chave é lembrar não do sofrimento, mas sim
das vitórias que ele nos trouxe, grandes como minhas aprovações ou a cura, ou
menores, como a superação da distância em momentos difíceis. Acima de tudo
isso, está o agradecimento a Deus, a que tantas vezes recorri para pedir bênçãos,
sorte, melhoras e os bons tempos, que, finalmente, vieram. Descobri Nele a
força para enfrentar todas as situações de cabeça erguida, tendo a certeza de
que nosso caminho será traçado da melhor maneira possível. É como minha
mãezinha diz: “A gente pode projetar, mas Deus é quem assina embaixo.” O ano
que passou me provou que ela estava certa – como sempre.
Mesmo que sejam meras convenções os anos, acredito que 2013
será melhor. Afinal, ele já começou provando isso. Que venha a universidade, a
vida fora de casa, a manutenção da união familiar, a superação de obstáculos e
a felicidade!!!
ps: http://www.youtube.com/watch?v=bDmnfVo1JNA
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