sábado, 12 de janeiro de 2013

Depois da curva, aqui.

2012 foi, de longe, o pior ano de minha vida. Incontáveis vezes desanimei, chorei sozinha em minha cama e inúmeros são os textos escondidos sobre lutas e tristezas que eu buscava não demonstrar. Cada dia era um novo desafio, tanto na minha vida como estudante, vestibulanda, quanto pessoalmente. Foram muitas etapas e crises familiares, coisas que eu não tinha a menor idéia que ainda veria – como o choro de meu pai ou amizades com enfermeiras de hospitais - eram episódios freqüentes.  Esqueci de mim, vivi pelos objetivos e problemas ao meu redor, mas isso não é ruim. Ruim seria se 2012 não tivesse o desfecho que teve. Pais de volta em casa, saúde daqueles que amo em perfeito estado (embora permaneçam meias de compressão e fraldas aqui em casa) e conquistas pessoais vindas do esforço não só de estudar, mas de manter o foco de minha mente nisso quando ela buscava – e tinha – vários motivos para fugir. Na última prova que fiz, ao contrário de todas as outras, para me acalmar, o que visualizei não foi o ano futuro, os sonhos que tomaram muitos minutos antes de dormir diariamente, mas tudo o que eu fiz por isso: todos os meus livros resolvidos, as muitas horas que passei sobre eles, as vezes que abdiquei daquilo que gostava e de estar com minha família quando eles mais precisavam para estudar. Assim, veio a recompensa: passei em direito em duas universidades públicas (UEM e UFSC ) – por enquanto -,  além de medicina em uma particular (o que foi unicamente pelo mérito), e posso dizer, senti o gostinho de vitória.
2012 foi um ano que eu deveria apagar da história. Contudo, se assim fizesse, deixaria todo o aprendizado e o crescimento adquirido em todas essas lutas ir-se. Então, a chave é lembrar não do sofrimento, mas sim das vitórias que ele nos trouxe, grandes como minhas aprovações ou a cura, ou menores, como a superação da distância em momentos difíceis. Acima de tudo isso, está o agradecimento a Deus, a que tantas vezes recorri para pedir bênçãos, sorte, melhoras e os bons tempos, que, finalmente, vieram. Descobri Nele a força para enfrentar todas as situações de cabeça erguida, tendo a certeza de que nosso caminho será traçado da melhor maneira possível. É como minha mãezinha diz: “A gente pode projetar, mas Deus é quem assina embaixo.” O ano que passou me provou que ela estava certa – como sempre.
Mesmo que sejam meras convenções os anos, acredito que 2013 será melhor. Afinal, ele já começou provando isso. Que venha a universidade, a vida fora de casa, a manutenção da união familiar, a superação de obstáculos e a felicidade!!!


ps: http://www.youtube.com/watch?v=bDmnfVo1JNA

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