quinta-feira, 6 de junho de 2013

Adeus: feliz (para sempre)!

Há tempos que procuro um final para as publicações, os rascunhos escondidos e as bobeiras adolescentes.
Estou na universidade. Moro longe de meus pais. Preparo minha comida. Resolvo os pequenos problemas do dia a dia. Faço estágio. Assino meu nome em documentos que me exigem responsabilidade. Tenho que tomar decisões e arcar com suas conseqüências.
Tudo isso significa que é tempo de crescer: este monstro com o qual eu sempre tive dificuldade em lidar, mas em que este espaço me ajudou tantas vezes.
A verdade é que, ao contrário do que eu pensava, o crescimento é um longo processo. Não é usar salto alto de dia ou discutir o mercado de trabalho que vai nos fazer adultos. É amadurecer em todos os aspectos: familiar, profissional e, principalmente, psicológico. É perceber nossa capacidade e tirar o melhor proveito dela, descobrindo nosso lugar no mundo. É, acima de tudo, conhecer a nós mesmos.
Esse processo, chamado crescimento, começa no momento em que nascemos e vai até o momento em que morremos. No entanto, a cada fase que se passa, ele se torna mais complexo e nós, mais completos.
É preciso encerrar esta parte da vida chamada adolescência, simbolizada pelos prantos e sorrisos nestes muitos textos expressos. Quando eu, aos 18 anos, busco compreender o que aos 15 escrevia, sinceramente, já não consigo. Há textos que eu amo, que me descreviam perfeitamente e que eu adoro ler. No entanto, há outros que odeio, que me fazem indagar de onde partiram suas ideias tão exageradas e mal arrumadas.
De fato, não sou mais a menininha de antigamente, aquela que este blog viu começar a crescer. Guardo este espaço pelas memórias aqui contadas e vividas: as muitas vezes que escrevi chorando, sendo a única forma de desabafar, e aquelas em que o fiz pelo simples prazer que sentia ao escrever. Guardo estes textos com carinho, porque eles mostram as mudanças que aos poucos fui sofrendo e a menina que um dia – o qual já me parece tão distante -  fui.
Abandono este espaço, mas não a escrita, minha fiel companheira nas horas difíceis e confusas, a melhor psicóloga, minha válvula de escape e, sem dúvidas, uma ferramenta muito útil nesta nova fase em que ingresso.

Dizia Aristóteles que o objetivo da vida humana é ser feliz. Depois de tantas correntes filosóficas estudadas, sessões de psicologia, conselhos de mãe e reflexões, sei que ele estava certo. Neste mote encontro o ânimo para seguir em frente – pra onde quer que a vida me leve. É hora de trilhar meu caminho, fazer escolhas, lidar com o acaso e superar desafios. É hora de ter sonhos e realizá-los. É hora de crescer e de conhecer a mim mesma. É hora de ser feliz!

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Aos 18...

Quando completei 7 anos, chorei por acreditar que envelhecia. Os 11 anos que vieram depois deste me mostraram como eu estava errada. Nos últimos tempos, enfrentei novos desafios, distância, saudade, me perdi e me encontrei, chorei e sorri, falhei e obtive sucesso, tive dúvidas, conheci novas pessoas, criei novos planos, senti-me independente, fiz coisas inesperadas e, acima de tudo, cresci. Durante toda a minha vida, eu sonhei e fiz planos. De repente, chegou a hora de realizá-los. Talvez nem tudo sempre dê certo, mas descobri que há vários caminhos que nos conduzem a um mesmo final: a felicidade. É hora de agarrar todas as oportunidades, aproveitar cada segundo, não deixar motivos para se arrepender. Ter novos sonhos, sim, motivações que façam levantar todos os dias e querer vivê-los.  Hoje, completo 18 anos e também choro, porque o “envelhecer” é bom e me fez ser aquilo que eu imaginava que seria quando tinha 7 anos. Continuo a mesma, desastrada e empolgada com as coisas mais simples, mas tenho as melhores pessoas do meu lado e sei disso. Tenho consciência das milhares de coisas que me esperam daqui pra frente e estou disposta a abraçá-las e correr atrás de tudo aquilo que me fizer bem. Choro porque percebi que sou feliz.  

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Plano B


Se alguém me perguntasse o que eu fazia praticamente todas as noites – exceto aquelas em que o cansaço me derrubava antes – antes de dormir no ano passado, eu teria a resposta. Eu olhava rapidamente, sem precisar ligar o computador, a página na internet da tão sonhada universidade, as discussões calorosas entre os alunos, os eventos, os projetos incríveis e tantas outras coisas. Eu me imaginava lá dentro, como seria ser aluna da tradicional universidade e fazer parte daquele universo. E então, rezava para poder estar lá. Acordava motivada, estudava loucamente, e, quando batia o desânimo, a vontade de ficar 10 minutos a mais na cantina, os muitos motivos para não estudar, eu pensava no futuro brilhante que tinha pela frente.
Bonito seria se eu pudesse dizer que passei no vestibular lá e que esse sonho tornou-se realidade, mas isso não aconteceu. Eu falhei. Não digo que fracassei, pois esse é um fardo muito grande para qualquer um carregar. Passei em outros vestibulares. Cresci como pessoa, descobri como era grande minha determinação – e também a exigência comigo mesma, buscando sempre ser a melhor. Sou capaz.  Além disso, eu não me arrependo. Eu estudaria tudo novamente, abdicaria dos bons momentos , da família para ter a certeza de que tentei. Minha parte, tudo aquilo que estava ao meu alcance eu fiz, embora não tenha sido suficiente.
É hora de trilhar um caminho alternativo. Buscar ser feliz em outro lugar, de outra maneira, com outras pessoas. Criar novos planos. E acima disso, ter NOVOS SONHOS. Embora eu não tenha conseguido realizar um sonho que por tanto tempo tive, aprendi com ele que é importante visualizar o futuro, planejar e sonhar muito alto. Esse não deu certo, mas quem sabe o próximo dê. Mais vale tentar e falhar do que desistir. Qualquer dia desses, o sucesso bate a minha porta. Minto, eu saio correndo atrás dele, porque é isso que no ano que passou eu aprendi a fazer.
DIREITO UEL 2013.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Depois da curva, aqui.

2012 foi, de longe, o pior ano de minha vida. Incontáveis vezes desanimei, chorei sozinha em minha cama e inúmeros são os textos escondidos sobre lutas e tristezas que eu buscava não demonstrar. Cada dia era um novo desafio, tanto na minha vida como estudante, vestibulanda, quanto pessoalmente. Foram muitas etapas e crises familiares, coisas que eu não tinha a menor idéia que ainda veria – como o choro de meu pai ou amizades com enfermeiras de hospitais - eram episódios freqüentes.  Esqueci de mim, vivi pelos objetivos e problemas ao meu redor, mas isso não é ruim. Ruim seria se 2012 não tivesse o desfecho que teve. Pais de volta em casa, saúde daqueles que amo em perfeito estado (embora permaneçam meias de compressão e fraldas aqui em casa) e conquistas pessoais vindas do esforço não só de estudar, mas de manter o foco de minha mente nisso quando ela buscava – e tinha – vários motivos para fugir. Na última prova que fiz, ao contrário de todas as outras, para me acalmar, o que visualizei não foi o ano futuro, os sonhos que tomaram muitos minutos antes de dormir diariamente, mas tudo o que eu fiz por isso: todos os meus livros resolvidos, as muitas horas que passei sobre eles, as vezes que abdiquei daquilo que gostava e de estar com minha família quando eles mais precisavam para estudar. Assim, veio a recompensa: passei em direito em duas universidades públicas (UEM e UFSC ) – por enquanto -,  além de medicina em uma particular (o que foi unicamente pelo mérito), e posso dizer, senti o gostinho de vitória.
2012 foi um ano que eu deveria apagar da história. Contudo, se assim fizesse, deixaria todo o aprendizado e o crescimento adquirido em todas essas lutas ir-se. Então, a chave é lembrar não do sofrimento, mas sim das vitórias que ele nos trouxe, grandes como minhas aprovações ou a cura, ou menores, como a superação da distância em momentos difíceis. Acima de tudo isso, está o agradecimento a Deus, a que tantas vezes recorri para pedir bênçãos, sorte, melhoras e os bons tempos, que, finalmente, vieram. Descobri Nele a força para enfrentar todas as situações de cabeça erguida, tendo a certeza de que nosso caminho será traçado da melhor maneira possível. É como minha mãezinha diz: “A gente pode projetar, mas Deus é quem assina embaixo.” O ano que passou me provou que ela estava certa – como sempre.
Mesmo que sejam meras convenções os anos, acredito que 2013 será melhor. Afinal, ele já começou provando isso. Que venha a universidade, a vida fora de casa, a manutenção da união familiar, a superação de obstáculos e a felicidade!!!


ps: http://www.youtube.com/watch?v=bDmnfVo1JNA