Há tempos que procuro um final
para as publicações, os rascunhos escondidos e as bobeiras adolescentes.
Estou na universidade. Moro longe
de meus pais. Preparo minha comida. Resolvo os pequenos problemas do dia a dia.
Faço estágio. Assino meu nome em documentos que me exigem responsabilidade.
Tenho que tomar decisões e arcar com suas conseqüências.
Tudo isso significa que é tempo
de crescer: este monstro com o qual eu sempre tive dificuldade em lidar, mas em
que este espaço me ajudou tantas vezes.
A verdade é que, ao contrário do
que eu pensava, o crescimento é um longo processo. Não é usar salto alto de dia
ou discutir o mercado de trabalho que vai nos fazer adultos. É amadurecer em
todos os aspectos: familiar, profissional e, principalmente, psicológico. É
perceber nossa capacidade e tirar o melhor
proveito dela, descobrindo nosso lugar no mundo. É, acima de tudo, conhecer a
nós mesmos.
Esse processo, chamado
crescimento, começa no momento em que nascemos e vai até o momento em que
morremos. No entanto, a cada fase que se passa, ele se torna mais complexo e
nós, mais completos.
É preciso encerrar esta parte da
vida chamada adolescência, simbolizada pelos prantos e sorrisos nestes muitos
textos expressos. Quando eu, aos 18 anos, busco compreender o que aos 15
escrevia, sinceramente, já não consigo. Há textos que eu amo, que me descreviam
perfeitamente e que eu adoro ler. No entanto, há outros que odeio, que me fazem
indagar de onde partiram suas ideias tão exageradas e mal arrumadas.
De fato, não sou mais a menininha
de antigamente, aquela que este blog viu começar a crescer. Guardo este espaço
pelas memórias aqui contadas e vividas: as muitas vezes que escrevi chorando,
sendo a única forma de desabafar, e aquelas em que o fiz pelo simples prazer
que sentia ao escrever. Guardo estes textos com carinho, porque eles mostram as
mudanças que aos poucos fui sofrendo e a menina que um dia – o qual já me
parece tão distante - fui.
Abandono este espaço, mas não a
escrita, minha fiel companheira nas horas difíceis e confusas, a melhor
psicóloga, minha válvula de escape e, sem dúvidas, uma ferramenta muito útil
nesta nova fase em que ingresso.
Dizia Aristóteles que o objetivo
da vida humana é ser feliz. Depois de tantas correntes filosóficas estudadas,
sessões de psicologia, conselhos de mãe e reflexões, sei que ele estava certo. Neste
mote encontro o ânimo para seguir em frente – pra onde quer que a vida me leve.
É hora de trilhar meu caminho, fazer escolhas, lidar com o acaso e superar desafios.
É hora de ter sonhos e realizá-los. É hora de crescer e de conhecer a mim mesma.
É hora de ser feliz!
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