sábado, 1 de dezembro de 2012

Textos aleatórios 2012

Textos aleatórios escritos no Ipod, quando o momento pedia ou quando ele era o único meio de desabafo.
Registros de 2011 e 2012, com muitos erros de grafia devido aos problemas de digitar no aparelho.


Eu só queria acordar no futuro,  na parte do felizes para sempre. Eu queria me exigir menos e me amar mais. Eu queria descobrir o que me aguarda lá e ali na frente e qual a decisão certa a tomar. Eu queria ser menos determinada pra sofrer menos. Eu queria que o esforço fosse suficiente para realizar.  Eu queria tanta coisa que nem sequer posso dizer que quero, pois já não sei se é possível.
Escrita em 25/11/2012 - 1ª fase da Fuvest

Após tempos de esforços e dedicação, aulas intermináveis, resolução de milhares de exercícios, desesperos com aquelas matérias que nos pareciam impossíveis, árduas leituras de obras clássicas, horas de sono atrasadas e muito café para supri-las, cá estamos nós, diante de nosso futuro. Futuro que ao longo do ano se fez presente em nossos pensamentos antes de adormecer, em nossos sonhos e motivações. Futuro que nos fez abdicar das coisas mais simples, dos bons momentos com a família e amigos para estudar. Futuro que decidiremos amanhã e nos fins de semanas que se seguem. Para todas as provas, levo a certeza de que fiz o possível e o pedido para que Deus me ilumine.  E que comece a maratona de vestibulares e, com sorte, de aprovações! 
Escrita em 30/10/2012


Sou a expressao maxima da racionalidade humana. Nao choro por qualquer motivo, nao falo sem pensar. Vivo na ditadura de minha mente - e a censura imposta nunca foi tao grande. Nao ajo impulsivamente e o impeto no meu vocabulario eh sinonimo de arrependimento e martirio. Sofro absurdamente por meus erros, pela incapacidade humana da perfeicao. Penso demais, falo de menos, condeno-me. Focada em meus organizados pensamentos, esqueco de organizar minha vida, esqueco ate de sua existencia. Vivo por planos e odeio correr riscos. Sou monotonamente previsivel e nada divertida. Esqueco de rir por motivos bobos as vezes, devia faze-lo mais. Claramente, sou extremamente autocrítica e punitiva. Conheco-me como a palma da mao. Sou mais plana que as personagens romanticas. Sou  menina tentando ser mais humana do que maquina. Vem ca, chora no meu ombro e me ensina a sentir, a gritar e ter coragem para desabafar. Ensina-me a confiar. Ensina-me a ser mais animal - na mais irracional das maneiras.
Escrita em 17/09/2012

De repente, o passado parece tao inocente. Eu acreditava que tinha toda minha vida planejada,  que cada um era senhor de si mesmo. Eu tinha problemas tao tolos e que pareciam gigantes. Eu chorava com mais frequencia, mesmo quando me faltavam motivos. Eu era uma boba feliz por nao prever o futuro. Hoje, restam-nos as lutas e as lembrancas dos - remotos - tempos de paz. E tudo parece tao distante! Mas com aisso, eu ainda sorrio muito - talvez umais do que antes. Passo dias explodindo por dentro, mas como disse Drummond, 80% alma de ferro. Sofro por sofrer, sofro pela dificuldade de admiti-lo.  Rio porque riem os outros, que choram porque sua blusa favorita estragou. Rio porque dizem que cura a dor. Rio porque nao ha nada que eu possa fazer. E como doi! Rio porque o tempo me sacaneia, tao lerdo como nunca. As vezes, desejo gritar, tao alto que meus proprios problemas fugirao! Qualquer dia eu faco isso, extravaso- e que utopia. Ontem mesmo, o futuro era logo amanha. Hoje, ele parece tao distante quanto eu de mim mesma - e isso e grande! Quem sabe amanha eu acorde e esteja tudo bem. Quem sabe esse amanha demore a chegar. Quem sabe algum dia eu pare de derramar aos prantos as inquietudes de meu secreto e apertado coracao. Ja nao tenho certeza de nada nessa vida e de que adianta ter? Nos nao temos poder algum. Deus sabe o que faz. Eh impossivel nao acreditar que tudo nessa vida tem um propósito, so somos muito pequenos para entende-lo. Esse deve ser consolo. A gente precisa de um refugio. A gente precisa de fe - em Deus, em nos mesmos e na vida.
Escrito em 01/09/2012

Ela senta em um canto, pensa em ajoelhar, mas nao ha forca, entao, reza. Agradece os bons dias - e quantos o foram! E dificil manter-se firme nos mals - inexplicaveis - tempos. Sao os pesadelos que a perseguem, as noites mal dormidas e a incerteza da forma do amanha. E as lagrimas  - elas que jamais foram tao frequentes. Sempre soube que seu maior medo nao dizia respeito a si propria, a bichos ou palhacos, mas ao amor, ao seu bem de inestimavel valor, a sua familia.  Quando era mais nova, ela pensava saber o que era angustia, mas fora um erro bobo de criança. Angustia e precisar - e ter motivos - para chorar e nao poder. Eh o esforco para retirar-se da posicao de vitima, e o coracao sem consolo. Nao se atreve a chamar de tristeza, na verdade, teme-a imensamente, velha (des)conhecida. E no travesseiro molhado, ela volta-se para o ceus, atreve-se a cantar a musica que tantas vezes a consolou e decide canta-la por aqueles que ama. E acima de tudo, sabe que deve confiar na protetora, Nossa Mae, e em Deus, pois ele trilha os caminhos segundou sua vontade, que deve ser a correta, a compreendamos ou nao. Ela senta em um canto, pensa em ajoelhar, encontra forcas e o faz. Em seguida, enxuga os olhos e levanta-se rumo a mais uma semana - com fe e agradecimentos.
Escrito em 11/06/2012


É nos tempos dificeis que se deve olhar para frente.  Nao devemos permitir que a nostalgia de um passado mais do  que feliz se oponha ao vazio - assim mais profundo - de um futuro incerto. Eh com toda a forca que devemos ser otimistas, esquecer de numeros e mas possibilidades. Eh com uniao que devemos enfrentar os obstaculos juntos, servindo um de apoio ao outro, impedindo a queda de de qualquer um de nos.  Acima de tudo, eh blnos tempos dificeis que se deve olhar para cima. Rezar - como tantas vezes fizemos para agradecer ao longo da vida - e ter fe, acreditar com toda a mente e coracao. Afinal, Deus sabe o que faz.
Escrito em 10/06/2012


Chega  o Natal, de repente, sem tempo para nostalgia ou canções de fim de ano. Apressado, foi-se também o agitado verao, planos realizaram-se, ficam as boas lembranças e nosso desejo de voltar, de reviver e cravar em nossa mente cada detalhe.  E eu, que ando com o futuro  decidido, flagro-me agradecendo pelo passado, o qual ainda vive em mim, os dias de um ano de risos, novas amizades e metas.  Em 2011, descobri a capacidade de mudar, o poder da comunicação, jdo falar, dos desejos e sonhos,  caminho para ser feliz, comigo e com todos aqueles que me cercam. Nem todos foram bons dias, mas felizmente, nenhum teve motivo para ser ruim. Seria impossível contar quantas pessoas conheci, aqueles em que o contato limitou-se a um sorriso, os que pareciam se amigos de longa data e aqueles que, de fato, espero que o sejam. Não substituirão, mas poderão curar o espaço daqueles que pelas alterações do tempo, de bons amigos tornaram-se conhecidos cujo telefone não temos coragem de discar. Foi um bom ano, graças a Deus (e se aqui uso tal expressão não pretendo banaliza-lá como e comum, e sim, sinceramente, busco agradecer). Nunca fui boa em despedidas, com lagrimas nos olhos e carência de palavras. Mas, ao contrario, sempre fui capaz de enfrentar situações difíceis. Sendo assim, creio que estou pronta para um novo ano, novos hábitos e desafios mais árduos. Feliz ano novo para mim, para voce, para nos, para todos! Ps:  ferias, por favor, atendam meu apelo e se tornem eternas! 
Escrito em 25/12/2011