domingo, 30 de maio de 2010

O que fazem as borboletas?

Esta é uma história que eu devia ter escrito há algum tempo.
Certo dia, era pequena, uma professora contou que uma vez um amigo de sua mãe tivera o rosto paralisado por causa de uma borboleta que ali pousara. Desde então, tenho medo de borboletas.
Um domingo qualquer, ano passado, chegamos em casa, depois de um cansativo dia, que eu passara na fazenda e meus pais em uma cidade próxima, vendo minha avó doente.
Ao entrar em casa encontramos uma enorme borboleta preta, eu gritei e estranhamente ela sumiu. No dia seguinte, minha mãe a viu e matou-a em cima do chuveiro. Disse-me que borboletas pretas não eram um bom sinal. Não acreditei, são as velhas supertições, que nossas avós e pessoas antigas contam e que não tem nada de verdade.
Na terça-feira, minha nona contou ter encontrado, uma daquelas borboletas em sua casa.
Estava empolgada, na quarta-feira, faríamos uma viagem com a escola, conheceria uma usina próxima.
Minha mãe veio me acordar e contou-me que minha avó (que ela vira no domingo) tinha falecido.
É uma sensação estranha, sei que ela estava sofrendo muito, pois tinha tido um derrame, mas nunca mais vê-la, conversar com ela era assustador.
Eu não era muito próxima dela, mas o suficiente para amá-la e ser muito querida por ela. É muito triste.
No momento em que minha mãe contou-me, poucas lágrimas escorreram, tomei banho e aí então, fiquei aos prantos.
Chegou o corpo, passou o dia. Ela descansara. Já era velha, mas ainda assim, e digo, em nenhuma situação, a morte é facilmente aceitável.
O momento mais triste para mim, foi antes da missa, no dia seguinte, de certa forma, despedi-me dela. Ver meu pai sofrendo como estava, também não foi fácil.
Naquele dia e na madrugada, vi quatro borboletas pretas.
Não sou supersticiosa, mas estranhamente, passei a acreditar no que disse minha mãe.
Já não temo borboletas, e sim, o que vem junto delas.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Pressão interna.

Estou triste comigo mesma.
Estou me preparando para o TOEFL, Test of English as a Foreign Language, e para o Fisk Proficiency. Fazemos vários simulados e hoje terminei o quinto deles. Não fui mal no conceito geral, mas para mim fui. Baixei enormemente minha nota, apesar de que se fosse o teste real passaria com A, a melhor nota.
Não ficaria triste, se soubesse que estou estudando tanto quanto deveria. Assim como na escola, vou bem nas provas, estudo bastante para elas, mas sinto que poderia fazer mais.
Fui muito bem no 1º simulado, que todos dizem ser bem difícil, mas sinto que depois disso relaxei, todo o tempo e disposição que tinha para estudar, já não mais tenho.
Minha mãe diz que estudo muito (claro o tanto quanto deveria), mas se acreditasse em tudo que os outros dizem, faria muito menos.
Sei que no final, todo o estudo compensará, não tenho dúvidas. Mas então porque não venho estudando tanto? Não sei.
Talvez devesse ter meus objetivos escritos e pensar sempre em realizá-los.
Minha mãe nunca me mandou estudar, mas acho que aprendi que é necessário, é meu dever. Senão estudo me sinto mal. Assim como sou incapaz de não fazer uma tarefa, colar em uma prova ou outros atos ilícitos dentro das regras da escola. Não me sinto bem fazendo-os.
Eu me obrigo a estudar. Eu me puno se não estudo. Eu crio minhas obrigações.
É essa pressão que tenho contra mim mesma. Talvez seja boa, é o que acredito, mas, possivelmente, um dia qualquer terei um infarto por causa disso.
Nunca se sabe.
Comparo-me sempre com minha irmã: caloura de medicina em uma faculdade pública direto do 3º ano, sempre primeiro lugar da sala, exemplo de pessoa, extremamente extrovertida.
As vezes penso que devo ser isso tudo, meus pais sempre me dizem, que não sou minha irmã e não devo comparar-me, mas, sinceramente, gostaria de ser como ela.
Não tenho vocação pra medicina, não sei o que quero, ela soube desde que nasceu.
É difícil admitir isso, mas é a verdade.
Agora, devo terminar esse texto e ir estudar ou então passarei o resto de meus dias escrevendo sobre como me arrependo por não ter feito algo que deveria e sofrido as consequências.

domingo, 23 de maio de 2010

Sonhos

Certa vez, fui a psicóloga e ela me perguntou a respeito das minhas vontades, meus desejos, desde os mais fúteis até os mais importantes. Não soube responder.
Uma noite, comecei a fazer uma lista desses desejos, pode parecer estúpido, mas sonho ter uma cachorra chamada malagueta, de preferência uma cocker.
Sonho conhecer o Rio.
Sonho ter uma família como a minha.
Sonho passar num bom vestibular.
Sonho tomar a cerveja amanteigada do Harry Potter.
Sonho conversar com um escritor que aprecie.
Sonho impedir que alguém se mate.
Sonho ir a um pub irlândes.
Sonho comer Wasabi.
Sonho falar muitas línguas.
Sonho morar um tempo fora do país.
Sonho conhecer os cinco continentes.
Sonho escrever um livro.
Ah, são tantos sonhos. Tantas pequenas coisas. Mas são essas pequenas coisas que nos fazem felizes.
Estava lendo um texto que falava que não valia a pena sonhar se certamente esses sonhos não se realizassem, se fossem utopias. Sim, há coisas difíceis, mas poucas são as inatingíveis. O texto mostrava como a autora queria mudar o mundo, mas achava inútil sonhar com isso, pois não seria capaz. A incapacidade dela começa no momento em que ela deixa de acreditar nela mesma.
Creio que seja importante sonhar, com sonhos temos objetivos ou simplesmente, ocupações.
Sei que nunca provarei uma cerveja amateigada enquanto ela não existir, mas logo alguém pode inventá-la. Sei que para passar num bom vestibular, devo estudar. Sei que escrever um livro não é fácil, sei que preciso inspiração, vocabulário e conteúdo, mas sonho. Sei que são pequenas as probabilidades de encontrar Dan Brown na rua por a caso, mas elas existem. Sei que não vou encontrar alguém que me conte que está pensando em se matar, mas se acontecer tentarei impedir. Sei que meus pais não me levarão até o Rio logo, por terem medo, mas algum dia eu irei até lá. Sei que demorará, mas algum dia terei uma família como a minha.
Sei que terei que ir a Irlanda e isso é difícil, mas irei a um pub irlândes. Sei que wasabi é ruim (foi o que me disseram), mas um dia experimentarei para ver como é e porque é útil em Desventuras em série. Sei que pode demorar, mas terei uma cocker chamada malagueta por mais que eu tenha medo dela. Sei que sofrerei de saudades se morar fora, mas quero, aprenderei muito. Sei que terei que estudar muito para falar várias línguas, mas já estou fazendo isso. Sei que para conhecer os cinco continentes, terei que investir tempo e dinheiro.
São importantes esses pequenos sonhos. Nos incentivam a lutar. Nos incentivam a viver, dão alegria aos nossos dias. Criam a esperança, a determinação, o que falta a nossa humanidade. Não interessa o que tenhamos que fazer para que eles aconteçam, mas acreditemos, lutemos, vivamos.
Minha lista certamente não teria fim, cada dia que realizar uma dessas coisas, será um dia feliz. E não importa o que tenha que fazer para isso, quero sempre ter dias felizes.

sábado, 22 de maio de 2010

Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido

Sinto muito.
As vezes, temos a necessidade de pedir perdão, é como se por mais que não saibamos o que fizemos errado, sentimos que erramos. Talvez seja só uma questão de educação ou talvez todos os nossos erros, dos quais nos arrependemos sejam fantasmas que nos sigam, e só nos livramos deles se nos desculpamos.
É tão fácil pedir desculpas, não é fácil sentir-se arrependido, assim como é difícil aceitar desculpas.
Há aquelas situações estúpidas, em que brigamos e pedimos desculpas e logo nos acertamos, mas o fato de voltarmos a ter uma relação, acredito que não seja por causa das desculpas e sim por causa do sentimento que existe, assim como brigas de irmãs, existe um infinito amor. Mas quando não há esse sentimento, é extremamente difícil perdoar.
A igreja prega que Deus perdoa a todos e pede que também nós perdoemos.
Não temos toda a compaixão que supostamente possui Deus, não seremos capaz de perdoar.
Certa vez, fui me confessar e contei ao padre de uma pessoa que tinha me pedido perdão por ter feito algo que me magoou e eu disse que aceitava as desculpas, mas sei, que no fundo, não aceitei. O que ele me disse? Reze por essa pessoa todas as noites e logo a terá perdoado. Realmente, tentei. Rezei algumas noites, mas realmente era algo automático, que eu não realmente queria dizer, pedir.
Isso foi há algum tempo, já é uma mágoa esquecida. Mas se encontrasse essa pessoa na rua, certamente não a cumprimentaria como uma velha conhecida. Fui incapaz de perdoar, mas não me condeno por isso. Sou humana, as vezes, por mais que tente, não consigo fazer o que quero ou o que devo.
Poderia terminar esse texto, pedindo perdão a todos que o lerem e que algum dia eu machuquei ou magoei, mas dizer esta desculpa seria fácil demais. Não me desculparei por ações que não me arrependi, por coisas que nem que fiz, talvez me desculpasse se soubesse delas, mas na situação que estou não o farei.
Palavras são fáceis de serem usadas e difíceis de serem realmente sentidas. São tantos eu te amos, nos quais nem existem amor, tantas desculpas onde não existe arrependimento e algum dia eu descobri isso e parei de fazê-lo. Não penso em tudo que digo, mas penso em tudo que sinto e só digo aquilo que sinto.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Marionetes

Na semana que passou, assisti ao filme Homem de Ferro 2, apesar de para alguns a história parecer tola, adorei os dois filmes.
No primeiro, a dificuldade era criar a roupa de homem de ferro, já nesse há um real inimigo que constrói algo semelhante e possivelmente melhor que o traje do homem de ferro e, por coincidência, ou não, esse personagem é russo. Quanto tempo faz que acabou a guerra fria e os Estados Unidos continuam a colocá-los sempre como inimigo? Não foi o primeiro e certamente não será o último filme que assisti no qual o inimigo é russo.
Não vivi o período de guerra fria, e pouco sei sobre ele, somente o que aprendi nos livros da escola, tudo é teórico, mas da mesma forma, hoje não sinto, não vejo no noticiário, batalhas sejam elas ideológicas ou não, ou mesmo reflexos do que a guerra fria causou. É um período acabado. Mas para sempre os russos serão rotulados como o inimigos norte-americanos.
Há uma rotulação dentre países, você raramente encontrará um filme estadunidense que mostre os russos como os mocinhos ou personagens que não se posicionam, assim como, todos os árabes em filmes serão terroristas e os latino-americanos, especialmente da Venezuela (graças ao querido Chávez) e Colômbia (FARC!), serão bandidos, traficantes.
Tudo é generalizado, a imagem de um país é criada por somente uma realidade dentro dele, geralmente a pior delas, sendo que existem muitas outras positivas.
Não ouvi até hoje ninguém que foi a passeio ao Rio de Janeiro falar mal da cidade, sempre comentam como é maravilhosa, mas mesmo assim conheço diversas pessoas, como minha mãe e possivelmente eu, que tem medo de conhecer a cidade. Por que? Porque tudo o que vejo a respeito de lá são as favelas, todas as balas perdidas, os assaltos, assassinatos, crimes, pobreza, tristeza. Tenho certeza de que se conhecesse a cidade não seria só isso o que encontraria, essa seria a menor parte, mas ainda assim, temo.
Me pergunto o que pensam os estrangeiros a respeito de nosso país? Certamente, acreditam que seja um lugar em que não se possa andar na rua por ser perigoso, mas talvez isso valesse a pena, pois estão sempre todas as pessoas como no carnaval, mostrando os enormes traseiros e com pouca vestimenta. Ah, todo o resto também é a Amazônia, onde todos são índios, que acreditam em chás milagrosos que na verdade são só alucinógenos e também andam nus.
Que parte disso é verdade? Muito pouco.
Mas não podemos saber a realidade se a mídia nos induz ao contrário, só nos mostra os maus pontos. Talvez seja hora de acordamos e deixarmos de ter nossas opiniões, não somente a respeito de lugares e pessoas, manipuladas pela mídia ou aceitar a visão deles como certa. Mas sei que isso é utópico, não vou todas as vezes que escutar algo pesquisar para descobrir a veracidade daquilo que é dito, mas talvez desconfiar, não me basear na mídia, na opinião alheia, perceber que uma parte não necessariamente me mostra o todo, quando formo minhas próprias opiniões já seja um grande passo.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Velho português.

Acompanho, ou não, diria, leio ocasionalmente, o blog de uma garota que conheço e não sabia que ela escrevia tão bem. Sinceramente, me surpreendeu. Ela sempre escreve sobre temas interessantes, desde sentimentos até política, é como um ideal, gostaria de me tornar como ela.
Contudo, na sua escrita, há algo que me enfurece. Ela usa gírias, bem, talvez não sejam exatamente gírias, mas, sei lá, modismos. Como a palavra tenso, que de repente, passou a ser usada em todos os tipos de situações, sejam elas alegres ou tristes, tensas ou não.
Nunca fui o tipo de pessoa que segue o que os outros dizem ou facilmente pega uma mania. Posso falar com sotaque (minha irmã costuma dizer que é feio), mas não uso gírias.
Moro na região sul do Brasil, no Paraná para ser precisa, e em minha cidade há uma forte "influência" gaúcha. Há algum tempo, escutávamos pessoas velhas, aquelas que realmente vieram do Rio Grande do Sul, usando a segunda pessoa do singular, Tu, e conjugando-a de forma errada, como "Tu vem?". Até então era tolerável, mas, agora, escuto pessoas da minha idade, novas (sim, me considero nova :)) também utilizando. Mas é proposital, é como se essas pessoas que passaram agora a usar pensassem antes de falar, para falar Tu, conjugado errado claro. Como alguém pode querer falar errado? Percebo isso principalmente porque a maioria das pessoas utiliza mais a segunda pessoa na escrita, informal, claro, do que na fala.
Em minha casa, meus pais ou ninguém de minha família, fala ou já falou gírias, talvez seja por isso que não goste delas. Quando era menor, surgiu o uso de "cara", sim, até hoje, permanece, não tão forte quanto antes, mas existe. Minhas amigas, faziam brincadeiras com o meu nome, trocadilhos com esta palavra pois sabiam que me estressaria.
Enfim, particularmente, creio que o português seja uma língua muito bonita (ou não, nunca conseguimos julgar nossa própria língua, já é algo automático), que não devemos estragar com vícios de linguagem.
Talvez na fala, não se possa evitar que esses vícios aconteçam, são raras as pessoas que conjugam o verbo ser ou muitos outros corretamente quando falam e admito: não sou uma delas, mas na escrita, não escrevo errado e espero que outros também não o façam.
Me sinto estúpida, falando sobre como sou obcecada com o português e tendo plena certeza que vários erros ortográficos podem ser encontrados tanto nesse texto quanto nos outros (eu mesma já encontrei um, acho que no meu primeiro texto).
Bem, não há nada que possa mudar, temos um presidente que fala errado e eu me revolto contra isso?
No fim das contas, quando as pessoas dizem que se der para entender o que se diz está bom , talvez seja verdade, talvez eu deva acreditar. Ainda assim, levarei algum tempo para me acostumar com a ideia ( ah, novas regras de acentuação também me estressam, mas isso fica de tópico para outro dia, já escrevi e me revoltei o suficiente por hoje. :/)

domingo, 9 de maio de 2010

Perfeição de um momento.

São poucas as coisas que não podem ser descritas em palavras. Talvez, eu mesma não acreditasse que elas existissem. Mas depois de um momento perfeito, percebi que estava errada.
Sim, finalmente passou a festa e nunca me senti mais feliz do que naquele momento. É uma sensação estranha, todas aquelas pessoas ali por você, uma comemoração não da idade, mas de algo maior e é aí que não consigo dizer o que este algo é. Certamente, é maravilhoso, alegria, emoção, não sei.
Ansiei tanto por este dia, que algumas vezes tive medo de me desapontar. Mas não, não me desapontei.
Primeiramente, olhei o salão, a decoração maravilhosa, superando minhas expectativas.
Cumprimentei toda minha família e amigos, pessoas que com certeza eu gosto e de alguma forma há reciprocidade. Imaginava que cansaria o sorriso ou enjoaria de todas as vezes que escutei os parabéns e que me disseram como estava bonita, isso não aconteceu.
Assim que terminei de receber meus convidados, entramos, eu e minha família, no salão ao som de "I gotta felling that tonight is gonna be a good night", e certamente a frase principal da música estava correta.
Estava nervosa, mas o melhor nervosismo que já senti, talvez fosse ansiedade, uma sensação fantástica.
Nunca gostei de ser o centro das atenções, mas entrar naquele maravilhosamente decorado salão e ver todas as pessoas me olhando e aplaudindo me agradou muito. Então, veio a vez de falar, agradecer a todos.
Há meses, certa noite, estava inspirada. Num papel qualquer me pus a escrever e daí saiu meu discurso. Falei sobre felicidade, sobre todas as pessoas ali presentes que me faziam felizes, agradeci. Não sei, foi um momento de iluminação. Confesso que em vários momentos, tive de me controlar para não emocionar-me e chorar, mas fui capaz. Talvez tenha me sentido orgulhosa disto.
Jantei com minha família e descobri algo que sempre me questionava quando ia a festas: o que as pessoas da mesa principal, dos noivos ou no meu caso, da debutante, conversam. E não é nada de mais, são coisas estúpidas, fofocas ou outros assuntos alegres.
Circulei pelo salão, conversei com meus convidados e a hora muito esperada se aproximava.
Fui para trás do palco, vi-me transformar em princesa. Ele arrumava meu cabelo e vesti o enorme vestido.
Antes de entrar, escutei o maravilhoso texto a respeito de mim, devo dizer que me enalteceram, mas certamente foi uma maravilhosa e coerente descrição.
Nunca estive tão feliz como naquele momento. Meu tubo girou, e ali estava, olhando para todas aquelas pessoas, meu pai me esperando abaixo e meu coração batendo acelerado. Fogos explodiram ao meu lado. Desci a escada perfeitamente, sem o temido tropeção ou algo embaraçoso. Dei a volta no salão, como se meu pai estivesse neste momento me apresentando a todas aquelas pessoas. Cumprimentei minha mãe e minha irmã com o abraço mais forte possível.
Brindamos, foi cantado o parabéns e cortei o bolo.
Dirigiram-me a assistir o vídeo de homenagem. Neste me vi em vários momentos de minha vida, várias filmagens, de pequena até hoje, deixando a humildade de lado, como era fofinha!
Então começaram minhas primas a falar, minhas amigas, minha irmã, minha mãe e meu pai. Em muitos desses momentos me emocionei e não pude me controlar, chorei. Ao terminar, meu pai e minha mãe, ainda no telão, me disseram para olhar para trás.
Estavam sentados no palco, meus primos e minha irmã. Poucas pessoas possuem o privilégio de possuir um artista, por assim dizer, na família, mas eu sou uma dessas pessoas. Meu primo cantava maravilhosamente "Como é grande o meu amor por você!" e junto dele também meus outros primos, pequeninos cantavam. Foi um momento único, cantei junto para explicitar que meu amor por todos também era grande. Cada um de meus primos carregava nas mãos algo, que possuía diferentes significados. Uma almofada com a foto de minha família mostrando como esta é importante, um terço e uma bíblia explicitando a importância de Deus em minha vida, uma palhaça de pelúcia significando a alegria da infância, uma caixa de chocolates, que sinceramente, não me recordo o que significava, só sei que amo chocolates e isso foi mencionado. E por último, das mãos de minha irmã, recebi junto a um belo chaveiro com meu nome, a chave de sua casa, a qual logo se tornará também minha.
Ah, havia me esquecido, ao final do vídeo de homenagem, minhas amigas, vieram, me abraçaram e me presentearam.
Continuando, logo que o significado dos presentes terminou de ser dito, novamente meu primo entrou cantando "Filha", e me conduziu até meu pai, de quem ganhei um maravilhoso anel.
Todos estes momentos foram marcados com lágrimas e muita emoção.
Chegou a hora da valsa, e não sei, senti-me dançando maravilhosamente, com meus pais, tios e um primo. Logo o baile começou, animadíssimo, e dancei a primeira música, uma sertaneja animada, com meu priminho (sim, havíamos ensaiado) e fizemos alguns passos diferentes também, foi super legal!
Aos poucos meus amigos e familiares foram se aproximando e dançando and let the party start!
Não sei exatamente que horas a festa teve seu fim, também não é importante, por mais curto que o período de tempo tenha sido, valeu a pena!
Fiz uma enorme descrição, mas não chamaria detalhada, pois a noite foi perfeita e nada pode descrevê-la. Foram tantos sentimentos diferentes, tantas emoções, talvez o melhor dia de minha vida.





quarta-feira, 5 de maio de 2010

Dúvida

Sou extremamente indecisa.
Quem disse que temos que tomar decisões, por mais simples ou importantes que sejam, rapidamente?
Muitas vezes foram aquelas em que tive que optar entre uma roupa e outra, entre uma foto e outra e não soube escolher ou demorei muito tempo e acabei simplesmente pedindo a opinião de minha mãe e julgando-a como correta.
Aparentemente, a indecisão não é um problema, até o ano passado, para mim, nunca tinha sido. Neste ano, minha irmã prestou vestibular e junto dela todas as pessoas começaram a me perguntar que faculdade iria cursar. Chegou um momento em que cansei de responder "Não sei" e escutar eles dizerem " Ainda tem tempo para escolher, é muito difícil mesmo, vocês são muito novos para optar por algo para fazer pelo resto da vida". Nunca acreditei em nenhuma dessas respostas, se minha irmã soubera desde pequena o que gostaria de ser, eu também seria capaz.
Comecei a me questionar, fazer testes vocacionais na internet e talvez eles tenham ajudado, talvez não.
Quando era pequena, talvez estimulada por meu pai, dizia que queria ser juíza, e daí veio a ideia de estudar direito. Não conheço nenhum advogado com quem possa conversar para ver se é isso mesmo que quero, mas de uma maneira ou outra, me parece certo.
Se posso sonhar alto, sonho. Então, decidi, ou formei o princípio de uma ideia, de me tornar diplomata. A ideia de morar fora do país aterroriza minha mãe, mas para mim, parece tentadora, não somente por isso escolhi, mas porque talvez eu seja boa em me relacionar com outras pessoas. Não, não sou o tipo de garota que fala muito ou é extremamente extrovertida, demoro para, de certa forma, confiar nas pessoas a ponto de falar bastante perto delas, mas em qualquer situação, seja com estranhos ou não, se preciso me comunicar, o faço.
Também adoro estudar línguas. É fantástico, me dá a capacidade de me comunicar com qualquer pessoa em qualquer lugar ou talvez eu não saiba porque gosto tanto, simplesmente gosto.
Decidir me faz feliz, por mais que eu sofra para isso.
Possivelmente, você já tenha percebido como sou indecisa, pelas inúmeras vezes que uso a palavra "talvez". Nada é certo no mundo, tudo é uma possibilidade, seja a respeito de mim ou do resto e acredito que "talvez" expresse corretamente isso.
Não me sinto completamente feliz ao dizer, mas certamente é uma sensação melhor que antes quando me perguntam o que quero fazer e digo: " Não tenho ainda certeza, mas acho que direito."
Logo terei certeza do que fazer e logo encontrarei outra grande decisão que não saiba tomar, ao menos, momentaneamente.