segunda-feira, 17 de maio de 2010

Velho português.

Acompanho, ou não, diria, leio ocasionalmente, o blog de uma garota que conheço e não sabia que ela escrevia tão bem. Sinceramente, me surpreendeu. Ela sempre escreve sobre temas interessantes, desde sentimentos até política, é como um ideal, gostaria de me tornar como ela.
Contudo, na sua escrita, há algo que me enfurece. Ela usa gírias, bem, talvez não sejam exatamente gírias, mas, sei lá, modismos. Como a palavra tenso, que de repente, passou a ser usada em todos os tipos de situações, sejam elas alegres ou tristes, tensas ou não.
Nunca fui o tipo de pessoa que segue o que os outros dizem ou facilmente pega uma mania. Posso falar com sotaque (minha irmã costuma dizer que é feio), mas não uso gírias.
Moro na região sul do Brasil, no Paraná para ser precisa, e em minha cidade há uma forte "influência" gaúcha. Há algum tempo, escutávamos pessoas velhas, aquelas que realmente vieram do Rio Grande do Sul, usando a segunda pessoa do singular, Tu, e conjugando-a de forma errada, como "Tu vem?". Até então era tolerável, mas, agora, escuto pessoas da minha idade, novas (sim, me considero nova :)) também utilizando. Mas é proposital, é como se essas pessoas que passaram agora a usar pensassem antes de falar, para falar Tu, conjugado errado claro. Como alguém pode querer falar errado? Percebo isso principalmente porque a maioria das pessoas utiliza mais a segunda pessoa na escrita, informal, claro, do que na fala.
Em minha casa, meus pais ou ninguém de minha família, fala ou já falou gírias, talvez seja por isso que não goste delas. Quando era menor, surgiu o uso de "cara", sim, até hoje, permanece, não tão forte quanto antes, mas existe. Minhas amigas, faziam brincadeiras com o meu nome, trocadilhos com esta palavra pois sabiam que me estressaria.
Enfim, particularmente, creio que o português seja uma língua muito bonita (ou não, nunca conseguimos julgar nossa própria língua, já é algo automático), que não devemos estragar com vícios de linguagem.
Talvez na fala, não se possa evitar que esses vícios aconteçam, são raras as pessoas que conjugam o verbo ser ou muitos outros corretamente quando falam e admito: não sou uma delas, mas na escrita, não escrevo errado e espero que outros também não o façam.
Me sinto estúpida, falando sobre como sou obcecada com o português e tendo plena certeza que vários erros ortográficos podem ser encontrados tanto nesse texto quanto nos outros (eu mesma já encontrei um, acho que no meu primeiro texto).
Bem, não há nada que possa mudar, temos um presidente que fala errado e eu me revolto contra isso?
No fim das contas, quando as pessoas dizem que se der para entender o que se diz está bom , talvez seja verdade, talvez eu deva acreditar. Ainda assim, levarei algum tempo para me acostumar com a ideia ( ah, novas regras de acentuação também me estressam, mas isso fica de tópico para outro dia, já escrevi e me revoltei o suficiente por hoje. :/)

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