Quem disse que temos que tomar decisões, por mais simples ou importantes que sejam, rapidamente?
Muitas vezes foram aquelas em que tive que optar entre uma roupa e outra, entre uma foto e outra e não soube escolher ou demorei muito tempo e acabei simplesmente pedindo a opinião de minha mãe e julgando-a como correta.
Aparentemente, a indecisão não é um problema, até o ano passado, para mim, nunca tinha sido. Neste ano, minha irmã prestou vestibular e junto dela todas as pessoas começaram a me perguntar que faculdade iria cursar. Chegou um momento em que cansei de responder "Não sei" e escutar eles dizerem " Ainda tem tempo para escolher, é muito difícil mesmo, vocês são muito novos para optar por algo para fazer pelo resto da vida". Nunca acreditei em nenhuma dessas respostas, se minha irmã soubera desde pequena o que gostaria de ser, eu também seria capaz.
Comecei a me questionar, fazer testes vocacionais na internet e talvez eles tenham ajudado, talvez não.
Quando era pequena, talvez estimulada por meu pai, dizia que queria ser juíza, e daí veio a ideia de estudar direito. Não conheço nenhum advogado com quem possa conversar para ver se é isso mesmo que quero, mas de uma maneira ou outra, me parece certo.
Se posso sonhar alto, sonho. Então, decidi, ou formei o princípio de uma ideia, de me tornar diplomata. A ideia de morar fora do país aterroriza minha mãe, mas para mim, parece tentadora, não somente por isso escolhi, mas porque talvez eu seja boa em me relacionar com outras pessoas. Não, não sou o tipo de garota que fala muito ou é extremamente extrovertida, demoro para, de certa forma, confiar nas pessoas a ponto de falar bastante perto delas, mas em qualquer situação, seja com estranhos ou não, se preciso me comunicar, o faço.
Também adoro estudar línguas. É fantástico, me dá a capacidade de me comunicar com qualquer pessoa em qualquer lugar ou talvez eu não saiba porque gosto tanto, simplesmente gosto.
Decidir me faz feliz, por mais que eu sofra para isso.
Possivelmente, você já tenha percebido como sou indecisa, pelas inúmeras vezes que uso a palavra "talvez". Nada é certo no mundo, tudo é uma possibilidade, seja a respeito de mim ou do resto e acredito que "talvez" expresse corretamente isso.
Não me sinto completamente feliz ao dizer, mas certamente é uma sensação melhor que antes quando me perguntam o que quero fazer e digo: " Não tenho ainda certeza, mas acho que direito."
Logo terei certeza do que fazer e logo encontrarei outra grande decisão que não saiba tomar, ao menos, momentaneamente.
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