Confesso que possuo muitos rascunhos salvos em meu blog, textos que não fui capaz de escrever ou não tive coragem de publicar.
Hoje, olhando esses antigos rascunhos, decidi publicar um, faz algum tempo que escrevi, precisamente no dia 25/05, mas não publiquei-o. Então, aqui está:
Tentei inúmeras vezes escrever a respeito do porquê de ninguém até hoje saber da existência desse blog e não consegui, talvez porque eu mesma não saiba. Acredito que tenha medo de mudar a forma que escrevo, por causa do que vão pensar. Não que eu seja uma pessoas muito influenciável ou que se preocupe muito com a opinião alheia, mas me importo ao menos um pouco. Penso que me julgarão.Gostaria de tornar o blog conhecido, mas não como meu, como um qualquer, assim não ficaria me perguntando o que estão pensando de mim e somente, da garota que escreve. É como falar em público. Tenho facilidade para isso, mas prefiro falar a desconhecidos do que a pessoas que conheço, mas que não são próximas. Talvez não goste de escrever se outros souberem.Até hoje, venho escrevendo este blog para mim, como se fosse um diário, pessoal. Nunca escrevi diário, por medo que alguém lesse (não sei porque, nunca tive muitos segredos). Então certo dia, ano passado, minha irmã mostrou-me o blog de uma amiga e resolvi criar o meu, sempre gostei de escrever e aqui estava uma oportunidade de pôr meus sentimentos, meus textos, minhas histórias a público. Sempre fui uma pessoa fechada, por isso passei a buscar a escrita para contar. Aqui eu poderia fazer isso e "divulgar" meus textos, não somente nos velhos cadernos em que antes escrevia. Talvez eu torne este blog público. Talvez conte as pessoas. Sei que provavelmente, me sentirei triste depois disso, pois poucos serão aqueles que lerão. Não sou a garota mais popular e nem gostaria de ser, mas gostaria de ser valorizada pelo que escrevo, digo, falo, faço, por mais que as vezes isso pareça um orgulho extremo. Se você lê ou está lendo esse texto ou os outros, saiba que está me fazendo muito feliz. Saiba que gosto do fato de não conhecê-lo. Gosto de ser anônima.
Contei a respeito deste blog para minha irmã, contradizendo tudo o que disse acima. (provavelmente, só ela (você, no caso) lerá isso.)
Estranhamente, não me sinto mal por ter contado, posso continuar a escrever. São raras as vezes nas quais estou escrevendo em que me questiono: o que ela pensará? (como agora)
Mas ainda assim, creio que não poderia contar a todos.
Confio totalmente em minha irmã, talvez seja isso que me tenha feito contar a ela.
De certa forma, me fez sentir bem. Mas há sempre um outro lado. Ela, geralmente me elogia, mas há sempre a insegurança, e se não for real? Há o sentimento, ele nos cega.
Talvez eu mantenha a opinião do texto, talvez não conte a ninguém.
Postado por Anônima.
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