quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Por tudo e por todos.

Me bate uma estranha vontade de desmanchar-me em lágrimas. Chorar pelos meus erros, pelos dos outros. Pelas vezes em que não perdoei, pelas vezes em que não fui perdoada. Pelas pessoas que me tratam mal e correm a mim quando precisam, por aquelas que, por ventura, conscientemente ou não, magoei. Pela raiva que sinto das ações alheias que resultam em uma enorme dor, minto, lágrimas como as de agora, dentro mim. Pelas vezes que fiz outros chorarem.
É como se fosse tudo condensado, os meus males, das pessoas, do mundo. Choro pelos que morrem de fome, pelos tristes abastados.
Vivo neste mundo de injustiça, de mentiras que conto a mim mesma, de fingimento de tudo o que sinto. Dizem que há a luz no fim do túnel. Mentem. A luz está em pequenos espaços dentro do túnel, vai e volta, sorrimos e choramos. Ando no escuro. Talvez ela esteja no fim do túnel, se isso significar a morte.
Por Deus, para onde fugi? Estava no paraíso, caí. Espero não ter chegado ao andarênc mais baixo. Estranho-me. Escrevo desesperadamente em busca da cura. Em busca de respostas ou talvez, de novas perguntas. Espero que as barbaridades de minha cabeça vazia de utilidade saíam rapidamente. Que deixe de ser a estranha que habita dentro de mim. Que chegue a luz.
Corroe-me. A estupidez danada. Atinge meu coração, até tomar todo o meu cérebro, somente esquece minha consciência, para que possa transformá-la em lágrimas e dor.
Perdoem-me por tudo o que disse. Salvem-se, antes que todas as besteiras de minha cabeça os atinjam.

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