Lembro-me de quando te conheci. De meus olhos famintos por aquele sentimento que ali começava, da insegurança que sentia, dos dias que imaginei como a pessoa que ocuparia seu espaço seria. Dos meus risos forçados, dos arrependimentos seguintes pelas palavras esquecidas e pelas ditas, de admirar sua beleza. Da saudade que senti da simplicidade dos tempos passados e do meu rápido esquecimento sobre ela ao ver-te rir. Das palavras meigas e envergonhadas, da aceleração de meu coração, da certeza ao assistir o brilho de seus olhos acender. Seria errado dizer que já te amava, não, somente sabia que um dia o faria. Parece-me estranho: este dia chegou. Percebo que preciso de você ao meu lado para me escutar e fazer sorrir. Tarde demais. Sei que te amo pelas lágrimas que escorrem em meu rosto pálido e aterrisam sobre seu corpo frio e imóvel.
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