Passeiam alegres com seus sentidos aprisionados em uma coleira. Fingem ser boas pessoas, talvez sejam. Mas há esse ímpeto a extravasar, deixar o mundo desabar sobre eles para sentir a dor, desejando somente sentir algo real. Controlados, homens de razão.
Sonham em fazer as loucuras secretas que não permitem que habitem sua mente, limitam-se a aceleração do coração, aos sorrisos, ao suor indesejado. Provavelmente a culpa não é de um homem, é de todos os homens, da sociedade, do mundo que determinou o que seria correto e a podridão, o errado.
Talvez tenha realmente sido o fruto de Eva, talvez seja inato. Talvez seja uma condenação, triste assim, morreremos sem realizar as bobas vontades pela consciência da vida após esta, viveremos escondidos sob o fardo das boas famílias, das boas imagens. Tendendo ao otimismo, talvez seja um desafio, encarar a vida, superar obstáculos, superar nós mesmos.
Somos incapazes de criar uma definição real para o que somos, somos segredos de nós mesmos. É a voz que não possuímos, mas habita nossos pensamentos, contradizendo tudo o que pensamos, impedindo-nos de sermos completamente virtuosos.
Os fortes são capazes de guardar a dúvida, fazer dela a certeza. Os fracos deixam-se dominar pelo ímpeto, pela curiosidade até que a origem, o controle desapareça totalmente, morrem precoce e erroneamente ou salvam-se, voltam ao estado original deteriorado, sem a tentação, pois já a podem julgá-la, é má, creio eu, nunca senti-a.
Pois como ser inexperiente, prefiro manter-me na certeza, controlar-me e ignorar instintos. Agir de acordo com a Lei do mundo, que chamo minha lei. Dessa forma, ao final, poderei dizer que fui forte, virtuosa, vencedora.
não sei se já estive por aqui, mas realmente curti seus textos. :)
ResponderExcluirdepois dá uma olhada no meu.
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