Não sou estranha o suficiente para não participar de redes sociais, possuo um perfil de orkut e um msn, mas se limita a isso: possuir. Não os utilizo com frequência, ocasionalmente, troco rápidos recados pelo orkut e quase jamais estou online.
Não posso desmerecer a Internet por toda a facilidade que me traz, todo o acesso a informação, compartilhamento de dados e tudo mais. Também não serei hipócrita em dizer que passaria bem se me tirassem-na. Creio que acostumaria, mas talvez fosse deste espaço que mais sentisse falta.
Entretanto, conversas e amigos virtuais não me agradam. Tenho este bloqueio. Mesmo meus melhores amigos parecem ser desconhecidos quando devo encarar a barrinha do mouse piscante para falar algo a eles. Fico quieta. É contraditório ao pensar no tanto de coisas que sou capaz de aqui escrever. Falta-me algo, talvez seja o meio comum. O que vemos sempre inspira assuntos, traz a tona acontecimentos. Ou talvez seja o pensar que me impeça. Analiso cada frase antes de escrevê-la, as diversas interpretações, odeio não saber qual será a reação do ouvinte, digo, do leitor.
Creio que deveria ter nascido em outros tempos. Há anos, quando não existia a internet ou a velha televisão, quando os romances não eram filmes com cenas prontas, eram a nossa imaginação posta a trabalhar em cima das inúmeras descrições dos livros de linguagem complicada, quando as velhas cartas eram o meio que unia as pessoas e nada era mais valorizado do que olhar fundo nos olhos de alguém e saber o que ela sente, sem que palavras precisem ser ditas.
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