Existem determinadas coisas que para sempre ficarão guardadas, um livro antigo, um vídeo, fotos, amizades, por mais que delas só restem as boas lembranças. Devemos esquecer os maus momentos e guardar os bons, esquecer o que nos separou, perceber que mudamos, mas também que nada destruirá o carinho umas pelas outras. Podemos esquecer facilmente de algo bom, mas não de algo ruim. Mas podemos escolher lembrar do que nos fez felizes, podemos tentar reviver o que um dia foi, mas nada será igual novamente. Podemos continuar sorrindo pelas boas lembranças, mas no fundo, haverá uma certa dor, um desejo de voltar, de fazê-las presentes.
Chegará um dia, em que esperaremos uma a outra e esta não aparecerá, pois não mais fará parte da vida.
Chegará um dia, em que necessitaremos do abraço, da amizade e não a teremos.
Chegará um dia, que o passado já não mais será suficiente, que choraremos, arrependendo-se, sem lembrar, o porquê da separação, mas seguiremos, contentando-nos com o vazio.
Chegará um dia, que desejaremos infinitamente voltar, mas não poderemos.
E quando este dia chegar, perceberemos que, apesar de todas as mudanças, sentimos a mesma coisa, ainda queremos vê-las felizes, aquelas queridas amigas, ainda esperamos que elas nos queiram ver felizes, por mais que nada mais saibamos a respeito delas, que as mudanças tenham feito desaparecer aquela que conhecíamos ou, ao menos, escondido-a, no inacessível.
Nada pode ser apagado, mas o tempo verbal pode ser mudado, o presente pode virar pretérito.
Se o futuro, como todos dizem, a Deus pertence, o passado pertence a nós e é nossa escolha sorrir ao lembrar dos meios ou chorar por seu fim.
Infinitas serão as vezes que nos esqueceremos, mas várias serão aquelas em que, por acaso, nos encontraremos e por mais que rapidamente, diremos, certo dia, num tempo perdido, foram elas o meu apoio, meu motivo de muitos sorrisos, minha inspiração para muitos poemas.
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