Podemos escolher, certo ou errado, quente ou frio, fim ou início, silêncio ou barulho, solidão ou companhia, mas há determinadas coisas que são inevitáveis. O sol se pôr, o envelhecimento, o amor. Não, a falta de opção não as faz piores, somente previsíveis, por trás delas há muito, há dúvidas, há lógicas, há explicações, mas o melhor a respeito delas é que nunca nos desapontam, estarão lá, sendo boas ou ruins e, se dessa maneira forem, não terá sido nossa culpa, é natural. Com relação a elas, não há arrependimentos, mas também não há alegrias. São monótonas.
Escolher viver com base nelas é escolher viver sem riscos, tranquilamente, sem tentativas, sem perdas, mas também sem vitórias. Talvez seja escolher viver tristemente.
São pequenas as outras coisas, mas são delas que surgem os melhores momentos, as maiores amizades, as mais altas risadas. São de pequenas opções, a princípio estúpidas, desnecessárias, mas felizes.
São das grandes escolhas que surgem bons profissionais, que nos permitem crescer como pessoas, mas não necessariamente ser felizes.
É da mistura de todas as possíveis escolhas que surge a felicidade, imprevisível, incerta.
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