Sente ao meu lado e escute minha história. Palavra por palavra, lágrima por lágrima, sorriso por sorriso. Ouça-me contar das bobeiras da minha cabeça de criança, dos desastres corriqueiros, dos embaraçosos fins de semana, da vergonha que finjo ter, das tentativas frustradas de mudar. Pergunte sobre minhas aspirações, meus planos para um futuro incerto: da faculdade, dos poucos amores, das viagens a Praga e a Dubai, da família, do nome que darei aos meus filhos, da felicidade que buscarei. Concorde quando tiver vontade, se oponha as minhas idéias e assista-me discutir por horas tentando provar que estou correta, são meus pensamentos tão insólitos. Entenda quando minhas respostas não forem capazes de deixar meus pensamentos, não são segredos, mas memórias minhas, e só minhas, perdoe meu egoísmo. Deixe-me só se não puder compreender-me, tentarei com todas as minhas forças não guardar as mágoas, mas com o gênio tolo que tenho, sei que falharei. Ignore minhas irracionalidades e imperfeições. Permita-me ser aquilo que sempre quis, que sempre fui e nunca soube.
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