Me questiono se a tristeza é minha inspiração. Sei que muitos são os céticos que não creem na chamada inspiração, mas eu não sou um deles. Há dias que quase aos prantos sou incapaz de falar e corro a escrever. Há outros em que estou feliz e nem lembro da existência das palavras escritas.
Há alguns dias, comecei a escrever um caderno de tarja, pois minha letra é ridícula, e logo, sem perceber, o caderno se tornou em um diário. Não, não fiquei feliz com isso. Quando reli os textos escritos, frustrei-me, não senti nada. Se fora a garota que despertava sentimentos nela própria ou nos outros ao escrever. Sim, talvez tenha sido bom, talvez ela tenha se tornado real. Mas ela me fazia feliz, talvez eu simplesmente não precise mais dela para isso.
Comecei a escrever isto sem prestar nenhuma atenção, e de repente percebi, que escrevia em terceira pessoa, "ela", já não eu. Sim, talvez ela, minha outra parte, tenha sumido. Talvez tenha mudado e estado escondida em meio aos muito e sorrisos que agora mostro, em meio as muitas palavras que agora falo.
Não sei, mas não importa se diferente ou não, quero recuperá-la, a menina dos sonhos e realidades escritas. Talvez comece agora a escrever tragédias felizes.
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